A reforma tributária que entra em vigor em 2026 já saiu do campo do debate futurista e passou a ocupar um espaço direto no planejamento de empresas, investidores e até mesmo do pequeno empreendedor. Fiquei ainda mais convencido disso após um evento em Curitiba, promovido pela Libra Investimentos, onde diversos especialistas, tributaristas e executivos trouxeram insights práticos, e certeiros, sobre o que está por vir e como se preparar.
O olhar de Altair Toledo: mudanças na estrutura tributária
Logo na abertura do evento, Altair Toledo, da Toledo Zanardo, foi direto ao ponto: “As alterações não afetam somente linhas no balanço, mas o jeito como fazemos negócios no país”. Toledo chamou atenção para três fatores que, em suas palavras, “mudam o jogo para toda a cadeia produtiva”:
- Substituição de PIS, Cofins e ICMS pela CBS;
- Mudança do conceito de tributação, indo para o sistema de crédito e débito ao longo da cadeia;
- Impactos diretos na Zona Franca de Manaus, área sempre sensível em reformas.
Essa promessa de simplificação, na visão do Toledo, chega acompanhada de um novo tipo de desafio: o aumento do controle e do planejamento. Empresas que atuam em diferentes estados, ou com processos produtivos longos, vão precisar de um acompanhamento ainda mais atento sobre créditos e débitos fiscais. Isso porque erros na apuração podem gerar acúmulos de tributos e, por consequência, prejuízos inesperados.
Nova lei, velhos desafios: planejar agora é ainda mais estratégico.
Como eu pude ouvir no evento, a conjuntura cria uma demanda crescente por apoio especializado. Não à toa, soluções como as disponibilizadas pela Libra Capital tornam-se ainda mais valiosas nesse novo cenário, reunindo consultoria, investimentos e crédito para pessoa jurídica em um só lugar.
Tributação de investimentos: o destaque do painel da Libra Investimentos
Em meio às discussões, o painel promovido pela Libra Investimentos trouxe foco para as mudanças diretamente ligadas aos investidores. Se antes a atenção recaía sobre produtos e rentabilidades, agora o “como investir”, e não apenas “em que investir”, se tornou a nova prioridade.
O tema que mais gerou dúvidas foi a provável tributação de dividendos e as alterações na tabela do Imposto de Renda. Os palestrantes mostraram, inclusive, uma ferramenta de simulação de cenários que apresentou na prática o impacto dessas mudanças no portfólio do investidor comum e institucional.
No final das contas, a mensagem foi clara: em 2026, estratégia vale tanto quanto produto financeiro.
As 5 estratégias para empresas e investidores se adaptarem em 2026
Entre os especialistas, cinco caminhos legais foram destacados como alternativas para organização tributária eficiente:
- Uso do PGBL para diferimento fiscal:Abater valores investidos do Imposto de Renda anual e adiar pagamento para o resgate, ganhando tempo e rentabilidade.
- VGBL para planejamento sucessório:O VGBL entra como ferramenta para organizar heranças e proteger patrimônio sem grande impacto em custos tributários, especialmente quando há mudanças na incidência do IR.
- Investimentos isentos como contrapeso:Alternativas como LCIs, LCAs, debêntures incentivadas e fundos de infraestrutura passam a ser mais relevantes para diversificação e redução da carga fiscal total.
- Alocação eficiente de ativos tributáveis:Mapear onde cada produto impacta a base de cálculo e buscar estruturas de carteira que privilegiem menor tributação.
- Estratégias com prejuízo contábil para compensações fiscais:Usar resultados negativos em determinados ativos para abater lucros passíveis de tributação em outros, maximizando liquidez líquida.
Essas estratégias podem ser aplicadas tanto em carteiras de pessoa física quanto jurídica. Se você é empresário e busca outras soluções, opções em investimentos corporativos já contemplam essa abordagem, com alternativas em renda fixa, fundos dedicados e muito mais.
O ponto de alerta: implementação e custos com Augusto Flores
Quem trouxe um tom realista, e, confesso, necessário, foi o Augusto Flores, diretor da Volvo e autor de “Manicômio Tributário”. Segundo ele, mesmo com um modelo mais lógico e atual, a verdadeira prova estará na implantação.
Flores destacou principalmente:
- Aumento provável de custos operacionais devido à adaptação de sistemas e processos;
- Necessidade de mudança rápida, porque o mercado não vai esperar a legislação “assentar”;
- Transição cheia de incerteza, muita regra nova e ajustes que só vão ficar claros com a reforma em andamento.
Executar nunca foi tão desafiador quanto agora.
Eu mesmo já vi empresas com operações nacionais e internacionais subestimarem a complexidade dessas mudanças, o que pode prejudicar resultados e gerar passivos fiscais relevantes, algo que já começa a movimentar setores profissionais focados em gestão de crédito estruturado e garantias.
Tecnologia: a chave para adaptação, por Thiago Ferreira
Quando se fala de reformulação estrutural, não dá para esquecer da tecnologia. Thiago Ferreira, sócio da Coinov, detalhou o impacto sobre os ERPs, especialmente SAP, e levantou uma bandeira importante: ajustar sistemas fiscais e contábeis é tão fundamental quanto conhecer a nova legislação.
Entre os desafios, ouvi relatos de empresas com múltiplas filiais e centenas de serviços automatizados, que precisarão revisar:
- Integração de dados entre áreas fiscal, contábil e TI;
- Parametrização de impostos dentro dos ERPs para novos códigos e alíquotas;
- Treinamento contínuo dos times frente às atualizações constantes.
Ferreira foi bem enfático: “Sem integração e ajuste, inconsistências vão aumentar e a empresa acaba correndo risco de penalidade e de pagar imposto a maior”.
Reforma tributária é transformação digital e jurídica, ao mesmo tempo.
Isso reforça o papel de plataformas e consultorias completas, como a Libra Capital, que unem equipes multidisciplinares para abordar todas essas necessidades, do ajuste tecnológico ao planejamento fiscal.
Mais que resposta, é antecipação
Ouvindo todas essas perspectivas, fica claro que a reforma tributária exige decisões mais planejadas, integração entre áreas, uso de simulação de cenários e apoio de especialistas para garantir o melhor resultado financeiro.
Se você busca alinhar estratégia, tecnologia e segurança, é hora de mergulhar em conteúdos específicos, a Libra reúne materiais completos sobre reforma, planejamento tributário e investimentos em seu acervo de materiais ricos. Para quem quer alavancar operações, soluções como fundos de investimento e crédito para compra de matéria-prima também entram como aliados desse novo momento.
O cenário não permite esperar: antecipar é a melhor escolha. Fale com os especialistas da Libra Capital e descubra a solução certa para sua empresa ou carteira de investimentos agora mesmo.
Perguntas frequentes sobre reforma tributária em 2026
O que é a Reforma Tributária de 2026?
A Reforma Tributária de 2026 é uma mudança ampla no sistema de cobrança de tributos no Brasil, que visa simplificar impostos como PIS, Cofins e ICMS, reunindo-os em um novo modelo chamado CBS, e mudando a forma de apuração para crédito e débito em cada etapa da produção.
Como a reforma afeta empresas pequenas?
Empresas pequenas devem sentir a necessidade de adaptar processos, mas, em geral, podem se beneficiar da simplificação e transparência do novo sistema. No entanto, o monitoramento de créditos fiscais, cadastro e parametrização contábil passam a ser pontos críticos para evitar erros ou prejuízos, e orientação especializada é sempre recomendada.
Quais setores serão mais impactados?
Setores que atuam em cadeia longa de produção, como industrial, agronegócio e empresas com operações interestaduais, tendem a enfrentar mudanças mais expressivas. A Zona Franca de Manaus, setor de logística e exportação também exigem atenção específica devido a regras diferenciadas na reforma.
Vale a pena investir após a reforma?
Sim, a reforma não elimina oportunidades de ganhos, mas exige um planejamento mais criterioso. Estratégias como uso de investimentos isentos, carteira diversificada e revisão de ativos tributáveis podem aumentar o resultado líquido do investidor.
Como preparar minha empresa para as mudanças?
O preparo envolve ajuste de sistemas fiscais, integração de equipes contábil, fiscal e tecnologia da informação, simulações de impactos nos preços e processos e assessoria contínua de especialistas em tributação e negócios. Antecipar o planejamento é o melhor caminho para reduzir custos e evitar surpresas.
Reforma tributária é transformação digital e jurídica, ao mesmo tempo.

